Tivemos um contratempo, Mãos de Luz que daria continuidade a Palestra sobre os Chacras não pode estar conosco nessa noite. No seu lugar eu iniciarei hoje uma sequência de Palestra abordando as 9 Visões do livro A Profecia Celestina de James Redfield. Enfocarei nesta noite, as duas primeira visões e as subsequentes serão encaixadas em ocasiões similar a de hoje.

Muitos de voces podem estar se perguntando o que me levou a escolher esse livro. O que ele tem de diferente ou de tão precioso que sempre me leva a mencioná-lo a toda hora? Será que ele é tão importante assim para que seja necessárias várias Palestras para entendê-lo ? Esse livro não se entende: captasse. Por trata-se de um livro perceptivo e auto aplicativo se ficarmos presos apenas no seu lado intelectual, ele não será absorvido na sua melhor parte.

O Livro A Profecia Celestina tem um significado muito especial na minha Caminhada Espiritual. Compartilhá-lo, com voces, sempre foi um dos meus objetivos pois seus ensinamentos não são apenas para ser lidos e sim vividos à nível de alma , experenciados em nosso dia a dia, observados, compreendidos, intuidos, sintonizados. A primeira vez que toquei nele, senti uma energia diferente e comecei a devorá-lo extasiada, era o mundo mágico das percepções que se abriam para mim. Reli 3 vezes seguidamente, e a cada leitura mais luzinhas iam se acendendo.

Há 4 anos que venho estudando-o, fiz grupos de estudos sobre ele e é um prazer enorme para mim quando encontro alguma pessoa para dá-lo de presente ou indicar a sua leitura. Agora mesmo nesta sala, existem muitas pessoas que eu induzi a comprá-lo ou presentiei. As Visões estão chegando para todos mas a implementação delas é um processo pessoal e único.

Escrito como ficção e baseado nas próprias experiências do autor, retrata uma nova consciência espiritual a medida em que ela se expande. Cada Visão sugere um entendimento do mundo e de nós mesmos. Assimiladas em sequência, uma após a outra, divididas em partes, cada uma se refere a uma determinada compreensão da vida...Viver a nova realidade que se descortina para aqueles que querem VER , só depende de cada um nós, do nosso sim, do nosso eu quero. O Universo nos propicia meios para que as nossas aspirações mais profundas se realizem, respondendo no mesmo nível vibratório o que enviamos. Somos o que pensamos e vivemos o que somos.

Para que haja uma inteiração maior entre voces, eu e a finalidade que o livro pretende alcançar, peço que façam um silêncio interior para que se conectem com seu eu mais profundo, ampliando assim as suas percepções. Esqueçam por momentos o mundo exterior e coloquem-se como observadores: sintam a vibração de cada frase, assimilem o que elas lhes passa. Tentem captar a energia que já está em circulação na sala. Estamos entrando em contato, com algo que já sabíamos mas não percebíamos que sabíamos. A Visão influencia tanto a forma como cada um compreende o mundo quanto o seu modo de vida. É um incentivo à transformação. Ela energiza quem a encontra.

Entrem comigo neste mundo mágico que é o ampliar das nossas percepções, das energias, da sutilidades, das sincronidades, das coincidências, do autoconhecimento dos dramas pessoais, dramas de controles, vampirismo energético e de como a nossa história espiritual e científica influenciou essa conscientização que hoje se encontra à nível planetário.

Sejam Bem Vindos ao Mundo Perceptivo , Consciencial e Experimental das Visões Celestinas.

O Livro

A Profecia Celestina foi escrito por James Redfield como parábolas de aventura.
O livro relata que um antigo manuscrito é encontrado nas florestas peruanas, datado de 600 A.C, revelando segredos que estão mudando o nosso mundo.
São 9 visões que cada homem e mulher vão alcançar sucessivamente, até atingirmos uma grande transformação espiritual na sociedade humana. Propicia grandes revelações ao trazer perguntas e resposta que intrigam ao homem desde o alvorecer da humanidade. Resgata ao homem sua espiritualidade ainda adormecida fazendo-a renascer através do conhecimento de si mesmo. É o ACORDAR. Muitos ainda dormem. Alguns começaram a acordar, poucos despertaram.

Essa transformação teve início a partir da sexta década do séc. XX. São visões que a raça humana precisa conhecer relacionadas com questões que intrigam os homens há muito tempo: Quem somos nós? O que é a espiritualidade? O que significa estar vivo?

O protagonista viaja pelo Peru, lançando-se em busca das Nove Visões. Durante sua jornada nas antigas ruínas de Macchi Piccchu, ele supera perigos, encontra pessoas que lhe revelam cada uma das visões e ainda enfrenta grupos rivais que querem impedir a divulgação do manuscrito. Ele acaba descobrindo que sua jornada é, na verdade, uma busca pelo maior de todos os tesouros: A COMPREENSÃO ESPIRITUAL

Primeira Visão

É o início da transformação espiritual. Sempre aflora inconscientemente, a princípio com uma grande sensação de inquietação que pode ser descrita como insatisfação ( mesmo depois que alcançamos as nossas metas ), uma vaga aflição ou sensação de que está faltando algo. De vez em quando um evento casual nos surpreende e nos deixa intrigados. É como se um objetivo superior estivesse sendo revelado, e por um momento nos sentimos ligados a um mistério que contudo nos escapa. A combinação da busca interior ( " A vida deve encerrar mais coisas" ) e o ocasional encontrão cósmico ( " Uau! Que estranha coincidência. O que será que ela quis dizer? " ) é um processo poderoso. Misteriosas e estimulantes, as coincidências têm a intenção de nos fazer avançar em direção ao nosso destino.

Coincidências Significativas

Contemplamos nossa vida e percebemos que existem mais coisas acontecendo do que imaginávamos. Além das nossa rotinas e desafios do dia-a-dia, podemos detectar a influência do elemento Divino: "Coincidências Significativas" que parecem estar nos enviando mensagens e nos conduzindo a uma direção particular. É a reconsideração do Mistério, mesmo não as compreendendo ainda, sabemos que são reais. No início apenas vislumbramos essas coincidências enquanto passamos rapidamente por elas, praticamente sem notá-las. Finalmente, porém, começamos a diminuir a velocidade e examinar mais de perto esses eventos. Receptivos e alertas, somos mais capazes de detectar o evento sincronístico seguinte. As coincidências parecem fluir e refluir, algumas vezes avançando rapidamente numa rápida sucessão, outras nos deixando quietos. Contudo, sabemos que descobrimos o processo da alma que guia nossa vida para a frente.

Massa Crítica

A Primeira Visão acontece quando levamos as coincidências a sério. Elas nos fazem sentir que existe mais alguma coisa, espiritual, atuando por baixo de tudo o que fazemos. O que causa uma sensação de excitação e mistério. Embora, alguns indivíduos ao longo da nossa história já a tenham sentido, a diferença agora está no número de indivíduos que têm essa consciência ao mesmo tempo: Massa Crítica.

O que é a Massa Crítica ? É a transformação da consciência através de um contágio social positivo. Uma vez que um número suficiente de pessoas passe a vivenciar abertamente essa consciência e a discuti-la livremente, outras pessoas tomarão contato com ela e perceberão de imediato que essa consciência lhes permitirá viver exteriormente uma porção maior daquilo, que, por intuição, conhecem interiormente. Outras pessoas, por sua vez, aprenderão com ela essa nova atitude, tomando contato por si próprias com essas mesmas, e outras, descobertas, e passarão a desempenhar o papel de modelos.

O nosso desafio pessoal é vencer o condicionamento cultural que nos leva a reduzir nossa vida ao corriqueiro, ao não-misterioso. A maioria das pessoas, aprendeu a levar a vida apenas com o ego, sob contrôle total, fazendo listas mentais de projetos que desejam realizar, perseguindo-os com uma espécie de antolhos que limitam a sua visão. No entanto, o mistério está sempre ali dando-nos seus sinais.

Sincronicidade

A noção de considerar as coincidências mais do que superficialmente interessantes, começou a emergir quando a Psicologia revelou a existência do inconsciente. Mais ou menos na mesma época em que Einstein estava descobrindo que o espaço e o tempo são relativos a um ponto de referência e não conceitos absolutos.
Outro grande pioneiro Carl Yung, estudava seriamente a idéia de coincidências significativas. Ele chamou esse fenômeno de "Sincronicidade" afirmando que era um princípio sem causa no universo, uma lei que funcionava para mover os seres humanos na direção de um crescimento maior , acreditando que era um princípio de relacionamento tão natural quanto o da causa e efeito. No caso da sincronicidade, contudo, não conseguimos ver imediatamente o elo casual.

Não obstante, a coincidência parece ser uma forma primária de evolução do universo, e muito de nós já sentimos esse efeito na nossa vida. Reconhecer a importância da coincidência prepara os fundamentos para as visões restantes, que nos informam que o universo responde à nossa consciência e expectativas, criando as oportunidades fortuitas que nos fazem seguir adiante como disse Jung " A sincronicidade sugere que existe uma interligação ou unidade de eventos casualmente não relacionados ", postulando assim um aspecto unitário de existência. Ao nos conscientizarmos das coincidências, estamos nos sintonizando com o mistério fundamental da Ordem no Universo.

As coincidências acontecem mais prontamente quando nos encontramos num estado elevado de expectativa, sendo ela o mecanismo do crescimento e o "como" da evolução. Ela pode misteriosamente revelar novas oportunidades através das quais podemos transcender idéias ultrapassadas e autolimitantes, e experimentar a indicação evidente de que a vida é muito mais do que a sobrevivência materialista ou a mera confiança intelectual na fé. A vida é espiritualmente dinâmica.

As pessoas às vezes se perguntam se a coincidência é um evento aleatório que serve para despertá-las ou se é uma resposta a uma pergunta inconsciente. Antes de compreendermos totalmente a Primeira Visão, a coincidência parece ser uma digressão divertida ou interessante da " vida real ". Quando aprendermos a manter nossas perguntas atuais em primeiro plano na consciência, bem como fazer as perguntas certas, sabemos então que a coincidência é uma resposta ao movimento arquetípico em direção ao crescimento situado nas profundezas da psique.

Jung, fascinado pelo fenômeno que era frequente no seu consultório, chamou de sincronicidade a percepção da coincidência significante.

Um exemplo de sincronicidade: imagine duas mulheres que combinam encontrar-se para um seminário sobre intuição na casa de uma delas. Dalma em sua trajetória pessoal de causa e efeito, levanta-se toma banho, toma café e espera Joana chegar. Joana na sua trajetória de causa e efeito, levanta-se, toma banho, café, entra no carro e segue o roteiro que Dalma lhe ensinou e chegando no horário marcado. Até aqui, elas estão em cursos paralelos onde existe passado, presente e futuro para cada uma delas. Durante a sessão de planejamento o telefone toca, é Claúdio, que diz que acaba de ler um excelente livro sobre cura psíquica e queria falar sobre com Dalma. "Que estranho você ter me ligado. Joana está aqui e estamos planejando nosso seminário sobre intuição," exclama Dalma, sentindo-se energizada com a misteriosa interação de eventos. Claúdio, que também conhece Joana, manda um alô para ela e desliga o telefone. Joana, de olhos arregalados, comenta com Dalma: "Que esquisito. Justo quando você se levantou para atender o telefone, o rosto do Claúdio veio na minha mente." As duas mulheres ficaram pertubadas com a misteriosa coincidência.

De acordo com as teorias de Jung, as trajetórias da vida de Dalma e Joana eram dois cursos paralelos de eventos que o telefonema de Claúdio atravessou através do tempo, ou seja, horizontalmente. O telefonema tornou-se importante porque as duas mulheres tinham sido ativadas por um arquétipo interno comum, neste caso, talvez, o arquétipo do professor colhendo informações, uma vez que a intenção delas era planejar o seminário.

No pensamento de Jung, no momento de eventos coincidentes, parece ocorrer uma mudança no equilíbrio das energias psíquicas presente nas áreas inconscientes e conscientes. Como uma gangorra, na qual nos balançamos, a coincidência diminui por um instante a atenção da energia psíquica consciente, trazendo para cima o material inconsciente das profundezas primordiais.

De todas as experiências de sincronicidade que podemos ter, os sonhos noturnos são talvez as mais nebulosas e difíceis de interpretar. A sincronicidade de ver ou recordar um velho amigo costuma ser mais direta. É claro que podem ocorrer outras sincronicidades também. Podemos estar caminhando pela rua e erguer os olhos para ver a própria pessoa vindo em nossa direção. Ou podemos receber um telefonema dessa pessoa. O desafio é sempre seguir o fluxo dessas coincidências: sempre há uma informação importante precisando ser compartilhada. A chave é tentar decifrar o mistério, enxergar debaixo da superfície, investigar.

Outro exemplo de sincronicidade é a experiência de receber a informação necessária exatamente na hora certa. Sentimos que alguma coisa muito importante vai acontecer. O modo que esta informação nos chega é sempre um mistério. Pode ser através de outro ser humano, seja em palavras, seja em atos. Pode vir também em forma de um livro, uma revista ou um ítem no noticiário.

Os primeiros passos para vivenciar a nossa nova percepção espiritual são: identificar as coincidências e começar um diálogo aberto sobre elas, sem cair em interpretações negativas. No entanto, as perguntas não demorarão a surgir. Se a sincronicidade que percebemos é a evidência da ação de uma força espiritual em nossa vida, por que é que nós da cultura ocidental, ignoramos durante todo esse tempo esses acontecimentos misteriosos? E por que a percepção da sincronicidade está vindo à luz agora, nesse momento atual? Qual é o quadro histórico geral do que está nos acontecendo? Essas são as perguntas que nos levam ao próximo nível de consciência. As Visões subsequentes, mostram como aumentar a frequência dessa misteriosa sincronicidade

Segunda Visão

Os sinais estão em toda a parte, para aqueles que conseguem perceber. Algo está mudando na consciência humana e consequentemente na qualidade da nossa própria experiência. É preciso examinar a História para compreendermos o nosso papel na evolução espiritual que está ocorrendo. Estamos atingindo a Massa Crítica. Pessoas de diversas religiões e culturas estão começando a consolidar a grande troca de experiências místicas e espirituais. Embora, cada um continue seguindo a riqueza da sua tradição e cultura religiosa, estamos todos compartilhando de uma Única Consciência.

O Agora mais longo: Expandindo o Contexto Histórico.

Foram necessários mil anos para a evolução do mundo moderno e , para entendermos realmente onde se está hoje, é preciso remontar ao ano 1000, e daí, avançar por todo o milênio, experimentando-o, como se tivéssemos de fato vivido todo o período numa única vida. A História da nossa visão moderna do mundo, altamente ocidentalizada, teve início há pelo menos 500 anos, com o colapso da visão medieval do mundo. Esse velho mundo era caracterizado e sustentado pela autoridade central da Igreja Cristã em seus primórdios.

A Cosmologia Medieval

A Igreja, naturalmente foi a principal responsável por salvar a civilização ocidental de total desintegração depois da queda do Império Romano, mas assim fazendo, os Doutores de Lei ganharam grande poder e, durante um milênio, passaram a definir os propósitos da vida na Cristandade, baseados na em sua interpretação da Bíblia, cujo Deus era severo e justiceiro e que amava apenas um pequeno grupo de escolhidos. A Igreja negava qualquer explicação científica sobre a vida.

A Cosmologia Medieval colocava a terra no centro do universo como um grande teatro religioso que foi criado para um propósito grandioso: SERVIR DE PALCO, no qual a humanidade ganhava ou perdia a salvação. Por trás disso, estava Satã, para reger a sinfonia da tentação; confundindo as nossas mentes, aproveitando-se das nossas fraquezas e impedindo os nossos esforços para alcançar a felicidade eterna. Os Doutores da Igreja , eram os únicos guardiões das chaves do Divino, e o povo não tinha acesso direto ao texto sagrado. Nessa época, pouco sabíamos sobre os processos físicos da natureza, dos órgãos do corpo e da biologia do crescimento das plantas. A natureza e a vida humana , eram apresentadas em termos estritamente religiosos.

A Visão Medieval do mundo começou a ruir nos séculos XIV e XV. A expansão do comércio trouxe notícias de novas culturas e filosofias que condenavam a cosmologia medieval; os excessos e exagêros do Clero acabaram prejudicando a credibilidade da Igreja; a Invenção da Imprensa e a disseminação dos livros - inclusive a Bíblia - entre os povos da Europa forneceram informações diretamente às massas, o que por sua vez , levou a Revoluçao Protestante. Durante séculos, esses homens definiram a realidade, e agora, perdiam a credibilidade. Todo o mundo é posto em questão. No ano 1600 , os astrônomos já haviam provado que o sol e as estrelas não giravam em torno do sol. A Terra era apenas um pequeno planeta, numa galáxia que continha bilhões desses astros: a humanidade perdia seu lugar no CENTRO DO UNIVERSO de DEUS.

A Ascensão da Ciência

A cultura ocidental estava em completa transição; éramos um povo preso numa terra de ninguém, entre diferentes visões do mundo. Acabamos por atinar com uma solução para o nosso dilema: A CIÊNCIA. Nós humanos, poderíamos estar filosoficamente perdidos, mas percebemos que poderíamos adotar um sistema pela qual conseguiríamos nos encontrar novamente. A Igreja, conseguiu pressionar a Ciência para enfocar apenas o mundo material. Por volta do séc. XVIII, a influência da Igreja tinha diminuido muito. Uma nova visão do mundo baseada no materialismo científico começara a substituir as antigas idéias a respeito da vida dominadas pela Igreja. Perderamos a certeza do nosso lugar no universo, mas podíamos substitui-la pela fé na Ciência e por uma nova ética de trabalho em torno da idéia de progresso.

No decorrer dos séculos XVIII, XIX e XX, esta nova e moderna visão de mundo expandiu-se e instalou-se na nossa psiquê coletiva: o mundo em que vivíamos era explicável, previsível e seguro. Mas para poder sustentar esta ilusão, tínhamos que constantemente filtrar e reprimir. Além disso, cientistas venceram doenças, desenvolveram fantásticas formas de comunicação e mandaram homens à lua. Para nos sentirmos seguros, tínhamos que nos manter preocupados, até mesmo obsecados, com a conquista tecnológica do mundo.

Década de Cinquenta

Foi aí que começamos a despertar, por volta da década de CINQUENTA, quando, alguma coisa bem profunda começou a acontecer na nossa psiquê coletiva, tivésemos feito uma pausa para nos perguntarmos: " E Agora? "

Década de Sessenta

Na década de Sessenta parecemos despertar o suficiente para intuir em massa que a cultura ocidental desprezara as dimensões superiores da vida humana. A segurança material crescera a um ponto tal que podíamos começar a dirigir nossa atenção para relevantes problemas sociais. Foi uma época de grande idealismo, mas também de conflito entre aqueles que queriam a mudança da sociedade e os que preferiam o status quo. No final da década, parecemos compreender que a maneira de nos abrirmos e focalizarmos nosso potencial inexplorado como seres humanos não era uma questão de um grupo dizer ao outro o que ele precisava mudar para evolução social e sim uma questão de cada pessoa olhar dentro de si, transformar-se interiormente e depois através de um efeito coletivo transformar a sociedade.

Década de Setenta

Os Anos Setenta , foi a década que presenciou uma grande expansão da exploração orientada para o potencial humano. Houve um grande interêsse para religião e pelo pensamento oriental. A ioga, as artes maciais e a meditação tiveram sua popularidade bastante aumentadas. Nossas emoções que anteriormente eram embotadas ou reprimidas, nessa década, tornou-se aceitável procurar um terapeuta para nos auxiliar a superar problemas. Mas em nossa longa introspecção parecíamos no final alcançar outra revelação: recuperar a experiência transcendental, uma ligação interna com o Divino

Década de Oitenta

Foi essa percepção que nos empurrou de volta em direção ao aspecto espiritual na Década de Oitenta. Nas Igrejas tradicionais essa tendência adquiriu forma como um movimento em direção a substância e um afastamento da Igreja como reunião social. Fora das religiões tradicionais, essa percepção se manifestou como abordagens espirituais descobertas individualmente, geralmente combinações de verdades religiosas particulares, e freqüentamente harmonizadas com a descrição mística de vários visionários do Oriente genericamente chamado de movimento da Nova Era. A Década de Oitenta demonstrou encerrar uma ampla amostragem experimental de várias abordagens espirituais: religiões orientais, energia dos cristais, experiência fora do corpo, paganismo,da aura,desenvolvimento psíquico,etc. Examinávamos e investigávamos todos eles . Constatávamos que alguns eram tolos, outros úteis. Mas essa ativa experimentação , nos deixou numa posição excepcional para contemplar nossa situação na década de noventa.

Década de Noventa até os dias atuais.

Na década de Noventa até os dias de hoje, libertados da nossa preocupação secular de quinhentos anos de existência, estamos fazendo agora um consenso a respeito da nossa natureza espiritual mais elevada. É o processo de nos purificarmos e nos abrirmos psicológicamente, bem como a exploração de caminhos espirituais, que está impulsionando a transformação da consciência. Ao harmonizarmos o que valorizamos na esfera psicoespiritual com o que havíamos descoberto no campo científico, estamos despertando nada menos do que para uma realidade nova, mais relevante e mais verdadeira. O desafio é nos esforçamos sempre para manter na consciência dessa história , especialmente quando o materialismo, ainda influente, tenta nos atrair de volta para a antiga visão. Temos que ter em mente onde estamos, a verdade da era moderna, e fazer disso parte de todos os momentos da nossa vida.

A Linha do Tempo Pessoal do Macrocósmico ao Microcósmico.

A Segunda Visão, portanto, é a visão macroscópica da nossa consciência de grupo na qual temos estado preocupados com competir, controlar e conquistar. Vivemos hoje com os frutos desse sistema de crenças. Em essência, obtemos aquilo que pensamos. Cada um evolui segundo seu ritmo particular. O simples processo de observação, reflexão e aceitação criará uma energia diferente para você e para os outros.

Essa Visão macrocósmica da história apresentada pela Segunda Visão, pode ser experimentada no microcosmo de cada uma de nossas vidas. A história da raça humana é a história da nossa vida através dos tempo, e a sua vida atual reflete nossa vida coletiva. Portanto, aplicar a Segunda Visão à história da nossa vida nos ajuda a compreender parte da inquietação e da busca do significado do que estamos experimentando. Devemos nos lembrar sempre de que cada homem num certo sentido,representa toda a humanidade e sua história. ( Visão microscópica).

Viver a nova consciência espiritual é uma questão de passar por uma série de passos ou revelações. Cada passo amplia a nossa perspectiva, mas cada passo apresenta também seus próprios desafios. Não basta simplesmente exergarmos cada nível de consciência expandida; precisamos ter a intenção de vivê-lo, de integrar à nossa rotina cotidiana cada parte dessa consciência. Uma única interpretação negativa basta para interromper tudo. Felizmente, caminhamos para uma época em que a Ciência e a Espiritualidade se misturam de forma equilibrada. Podemos perceber essa harmonia na Terceira Visão que será dada em outra Palestra juntamente com a Quarta Visão.

Espero que a maioria dos que estejam aqui nessa noite, não saiam como chegaram. Que comecem a despertar as suas consciências para o seu verdadeiro papel neste mundo. Se se interiorizarem descobrirão por que e para que vieram. Agradeço e reverencio ao Universo por estar interagindo e compartilhando essa época com voces.

 

Bibliografia
A Profecia Celestina James Redfield
Guia de Leitura de A Profecia Celestina de James Redfield e Carol Adrienne
A Visão Celestina James Redfield
Vampiros Emocionais Albert J. Bernstein

 

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